segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O caminho do sucesso... Nem sempre é o mais fácil! - Profª Lídia Vasconcelos


Sucesso. Quem não quer alcançá-lo? Se alguém disser que não almeja vitória em algum aspecto da vida, ou está mentindo, ou não está em seu juízo perfeito!
Todos nós somos motivados pelo sucesso, aliás, a vida, propriamente dita, já é um grande exemplo disso, pois se nós estamos aqui hoje, foi porque alguns bravos espermatozoides alcançaram seu objetivo.
Mas sucesso não é ausência de fracassos. Os fracassos também fazem parte do sucesso, pois eles são os responsáveis pela mudança de estratégias e até pelos recomeços necessários!
Sabe-se que a trajetória de um salmão para desovar e levar à diante a sua espécie não é fácil. Já adulto, ele sai do mar e segue de volta, intuitivamente, às águas doces dos rios onde nasceu. Isso representa milhares de quilômetros e riscos incontáveis.
Em verdade, não há fórmulas nem receitas para se alcançar o sucesso, até porque o que é sucesso para uns pode não ser para outros; entretanto, há algumas dicas que podem ser norteadoras no alcance de metas em qualquer instância:

1. Tão importante quanto saber o que se quer pra própria vida é saber o que não se quer.
2. Por mais vontade que se tenha de conseguir algo, lembre-se: você não é super-herói. Respeite seus limites e também os limites dos outros.
3. Planeje, mas não seja escravo do seu planejamento. Esteja sempre aberto a mudanças e a ajustes.
4. Não se sinta frustrado, porque não realizou algo que dependia da intervenção de terceiros. Não sabote sua consciência nem bote peso desnecessário nela.
5. Descubra sempre prazer nos trabalhos obrigatórios para que eles não se tornem fardos.
6. Não dê desculpas esfarrapadas nem arranje culpados para as suas falhas. Assuma-as decentemente, e recomece. Isso lhe dará mais credibilidade do que pensa.
7. Aceite críticas e procure se aperfeiçoar a cada dia; mas não se deixe envenenar nem abater pela perversidade de algumas pessoas (às vezes, chefes, colegas e até parentes!), que são especialistas em abater o moral alheio. Seja humilde, mas procure se proteger desse tipo de gente!
8. Tenha boa vontade, siga as regras, aja sempre com verdade e, se possível, não faça apenas aquilo que esperam de você.
9. Pense coletivamente, mas nunca desmereça seu valor pessoal.
10. Não espere que a motivação venha dos outros. A melhor é a que vem do alto, de Deus, e é essa que despertará e alimentará a que vem de dentro.

O caminho do sucesso nunca é o mais fácil, mas pode ser trilhado. Não encare o sucesso apenas como algo que está no final, pois ele começa com o seu sonho e está presente em todo o processo. “Todo vencedor, um dia, já foi um sonhador”!
Então, aproveite o percurso, vá mirando a paisagem e colhendo os frutos ao longo do caminho. No mínimo, você terá muitas histórias para contar!

Prof.ª Lídia Vasconcelos
13.09.2010

domingo, 19 de setembro de 2010


Um dia eu pus um pé de um sapatinho azul na janela do meu quarto. Eu era pequenina e deveria ter quatro ou cinco anos de idade e essa imagem não sai até hoje da minha lembrança. É engraçado como certas coisas ficam registradas em nossa memória como se tivessem sido mascadas a ferro e fogo, enquanto que tantas outras, as quais pensamos jamais esquecer, são varridas da memória!
Eram sapatinhos de festa, mas eu não os tirava dos pés. Queria ficar o dia todo com eles. Mas meus pés cresceram naturalmente e, como eu não aguentava mais o aperto, minha mãe cortou os bicos para caber por mais algum tempo.
Eu acreditava que o papai Noel vinha na noite de Natal e coloquei um pé na janela do quarto que dava para o corredor avarandado e florido da casa que morávamos. Imaginava que ele viria pela lareira – e nem havia nessa casa - nem nunca o vi chegando. Imaginava que ele tinha um gordinho vermelho - era eu quem tinha! Que era gorducho e tudo mais, mas nunca nem encontrei com ele nem nunca me deixou presentes no sapatinho. Ainda hoje lembro esses momentos e sempre tenho a sensação de que ele vai chegar no dia de natal. Talvez seja por esse motivo que a troca de presentes de “amigos secretos” me traz, mais ou menos, a mesma sensação.
O poeta é um arqueólogo. Ele desenterra coisas nas entrelinhas da memória, desde a mais tenra infância, para desvendar os segredos mais bobos que guardava, e os revela quando, ao evocá-los, os escreve. Daí, a criança vem à tona, faz a cena ser atual, e é tão preciosa quanto uma descoberta arqueológica.
Creio que o que restou dessa história de papai Noel, entre tantas outras coisas, foi a ESPERANÇA. Foram as lembranças desse sapatinho, além de ser registro de uma experiência singela, o que absorvi do significado lúdico e simbólico das histórias infantis, e que vingam até hoje com as pessoas. Por sinal as histórias da ‘carochinha’ já não são mais tão simplórias como essas. O bando de heróis perversos inventados pela TV para as crianças dessa época em diante, já dão mostras dos problemas de condutas desviantes nos adultos de hoje.
Aprendi a esperar pelo natal, por um papai Noel que sempre vem de alguma maneira. Aprendi a ler os bons sentimentos que nos cercam como o carinho, no dia a dia e muito mais nessa época. Aprendi novas formas de amor, até inexplicáveis, às vezes, para se dizer da razão da nossa vã filosofia. Aprendi que, apesar de buscarmos a paz, existirão sempre divórcios, as relações vazias e as sem sentido; que crianças maltratadas e abandonadas sempre estiveram fora dos olhares de amor dos pais ou responsáveis; que tem gente sem tempo e sem carinho, ou para dar, ou para receber.
Que por razões estranhas, casais permanecem juntos apenas para trocas de agressões. Aprendi que irmãos, filhos ou pais podem ser outros que não tenham o mesmo sangue e que poderemos amar os que estão à distância ou ao nosso lado, em silêncio. Aprendi que estar ao lado nem sempre é ato físico: longe, às vezes, também é perto. Que a melhor forma de domínio e de querer mudar é ter domínio próprio e que este não provém apenas de nós, é dom do Espírito.
Que estar à espera da providência divina não é deixar de fazer o que deve ser feito, fazer a nossa parte, essa é a melhor forma de viver. Que nesse mundo tão confuso e pleno de contradições intrigantes, bom é permanecer na fé e cultivar os bons relacionamentos, as boas lembranças, até mesmo de um sapatinho azul cortado no bico, à espera de um papai Noel, que talvez não nos venha no dia de natal, mas certamente virá em dias inesperados, e que são esses momentos que descobrimos que temos esperança, apesar de tantos desenganos e que o amor nasce em nossos corações das pequenas coisas.
A esperança acabou de chegar pra você. Tomara que você tenha resgatado uma boa lembrança!

Vania Viana - Maceió – 26.12.2009

Falei com um irmão que mora há mais de 30 anos em Juiz de Fora- Minas Gerais. Lá ele fez família, separou e hoje vive só, mas sempre bem acompanhado. É fumante inveterado e sem cura, segundo ele.
Ele me falou que esteve num restaurante e teve que ir fumar no frio (e chamou um palavrão) porque lá estava proibido e fazia um frio da p... dizia. Que agora, quem jogar tocos de cigarros nas ruas vai pagar multa, e que a população está no pé de quem faz isso, e que já o repreenderam. Pensei: Oba! Agora ele se toca!
Contou-me que, um dia, ia por uma rua de juiz de Fora e, alguém que fumava à sua frente, jogou um cigarro. Ele tocou no ombro do ‘infrator’ e falou: olha, bem ali tem uma lixeira!
Que bom isso, não é mesmo? Que tal, quem tem parentes fumantes em casa, pedir que ele vá fumar lá fora, ao relento?
Algumas coisas (boas) poderão conseguir com isso:
* Ajudar no combate ao tabagismo começando em casa;
* Diminuir o consumo de drogas em casa;
* Diminuir a própria incidência em adquirir um câncer, como fumante passivo;
* Obter, com a exclusão do cigarro, um corpo e um ambiente mais perfumado;
* Ajudar na economia doméstica (vai sobrar dinheiro);
* Receber beijo na boca do seu parceiro(a) com gosto de beijo e não com gosto de cinzeiro; além de outras cositas más.
Bem, as coisas ruins que poderemos obter são poucas. Precisa-se só de perseverança, para aguentar o mau humor do fumante repreendido, mas isso você aguenta,não é mesmo? E tudo por um mundo perfumado!!!

SAÚDE E PAZ
Vania Viana
14.07.2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

INVEJA - É possível ser melhor em tudo?


A escritora Pamela Pettler conta que em 1969, um jovem entrou na biblioteca da Universidade de Berkley gritando histericamente para seus colegas: "PAREM, PAREM! VOCÊS ESTÃO PASSANDO À MINHA FRENTE!
A preocupação desse jovem era, como de muitas pessoas hoje em dia, o medo de que outras pudessem passar em sua frente. É um medo atual que vemos hoje,com relação ao apelo consumista em SERMOS Os MELHORES EM TUDO. Se um colega de trabalho é promovido, ele passou à sua frente; se um amigo leu um livro que você não leu, ou fez uma graduação que você não alcançou AINDA, ele passou à sua frente. Há pessoas que ostentam o quanto é sábio pelos tantos livros que leram. Outros que mostram tudo o que compra, para ser mais espertos. Tudo para do não deixar ninguem passar à sua frente.
O QUE MUITOS PARECEM NÃO ACEITAR É QUE NÃO SE PODE SER MELHOR EM TUDO!
Evitam encarar esse fato, especialmente se o indivíduo mais preparado é um subordinado e, se FOR UMA MULHER, “aí danou-se”, como dizia a minha mãe, aqui das Alagoas! Coitado daquele que souber mais, do que um frustrado em PODER E SAPIÊNCIA.
Já vi um senhor aposentado, cheio de brilhantes ideias sobre cadernos virtuais e melhor mídia na internet, caluniar outra virtualmente porque esta conseguia fazer a sua comunidade crescer em amizades, investimentos e ideias produtivas. O que há de errado nisso? É que ele não conseguia ver uma mulher mais desenrolada do que ele passar à sua frente.
É preciso ter grandeza para olhar nos olhos do outro e não ver neles um adversário. Poder saber de sua capacidade e ter a atitude de aceitar as suas próprias limitações. Por outro lado, se disserem que você tem potencial para algo e você mesmo não crer nisso, ou ficará parado no tempo por medo, ou vai querer passar por cima de alguém. Não sei qual é a pior situação, mas eu não quero para mim a segunda. Na primeira haverá um dia em que alguém dará UM TOQUE e você desabrochará para a vida. É preciso ter essa noção para não se sentir ameaçado por alguém mais brilhante.
Um dia, TODOS NÓS ENCONTRAREMOS UM RIVAL EM NOSSO CAMINHO, ATÉ MESMO AQUELES QUE DIZEM SER NOSSOS AMIGOS. Qual será, então, a nossa reação? Se for de indignação, com o passar do tempo veremos que esta pessoa não acredita em seu próprio taco e tem problemas emocionais graves. Além disso, a indignação em nada nos ajuda, a não ser ampliar o campo de satisfação do nosso suposto “inimigo”.
Às vezes me incomoda “escutar” o que não quero, infelizmente ou felizmente mas, quando leio nas entrelinhas do discurso a maldade da sua intenção, acho até bom estar atenta. Em princípio, pensamos que o “nosso inimigo” está convencendo às pessoas com inverdades e, no entanto, após algum tempo a verdade aparece pela evidência do nosso caráter, de nosso modo de viver, e o outro perdeu seu tempo.

UM EXEMPLO BÍBLICO:
João batista nos dá um grande exemplo.
Em suas pregações, ele fazia o maior sucesso e todos corriam para ouvi-lo pregar e acreditavam em suas pregações. Certo dia, entre a multidão apareceu o Messias. Ao vê-lo, João Batista falou para a multidão: “Aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias eu não sou digno de levar (Mat.3:11). João Batista não viu o Messias como alguém que estava passando por cima dele. Ele o reconheceu Sua superioridade.
Infelizmente, há pessoas que passam pela vida tentando sair de suas trevas atropelando outros, quando poderiam acender as suas próprias lamparinas, brilhar de outro modo em outro lugar, e ... Aí está o X da questão: reconhecer-se e desenvolver os próprios potenciais. Há sempre um lugar para cada um, é só procurar.

Vania Viana
Maceió
23.06.2010

COMO UM CONTO DE FADAS


Outro dia, ao acordar, senti o perfume das flores quando abri a porta para o jardim. Só deu tempo de colher as folhas secas e de arrumar algumas plantas. Momentos efêmeros que passam e perdemos sem que possamos impedir. Queria ficar por ali um pouco, mas não podia. O cheiro mudou, o vento mudou. Eu teria que ser rápida e voltar para dentro da casa.
Estava prestes a perder o brilho do sol e o perfume do jardim, pelo cinza e pelo cheiro de grama e de terra molhadas. A nuvem escura vinha vindo rápida.
Em nossas vidas, as coisas acontecem assim: elas estão aqui e, de repente, as perdemos. Não é porque não as cuidamos, mas porque são assim mesmo. É a vida, tudo muda!
Apenas na morte é que nada muda, continua tudo escuro e obscuro. Não se obtém nela qualquer mudança que faça crescer ou renovar. A morte para, impinge, decide, reduz! E quem fica cresce em outras direções. Acende-se a falta que se repete em cada marca de quem se foi. Mas, na vida, da mesma maneira como perdemos o calor do sol e o cheiro das flores momentaneamente, o dia trás certo por alguns instantes ou horas, a chuva de verão. Depois veem novas cores, outros aromas, novos brilhos. Não podemos perder a ESPERANÇA.
Ainda é verão, mas chove. Foi a nuvem carregada quem escureceu o dia, prenunciando o colorido e o calor. Dava para me imaginar na praia e ver as maravilhosas cores do mar, com o infinito pintado de azul cobalto, decrescendo em azul celeste, tornar-se azul turquesa e arrebentando em brancas ondas aos meus pés. Senti-me descalça com uma roupa de banho, sacola na mão, a andar cheirando a maresia. Senti o calor do sol na pele e o vento fresco da praia, até quando a chuva chegou.
Não, nada disso se fez. Ela me levou para outros caminhos que também me fizeram sentir a grandeza do poder do Alto. Pude ver a minha pequenez em não poder evitar essa mudança. E ela me reportou aos momentos de alegria de infância, dos banhos na bica do telhado, como nos lembramos sempre, meu irmão e eu.
Quando eu era criança, havia dias como esse, de chuva com sol; e nós dizíamos: “chuva com sol, raposa casando a avó!” Era o casamento de uma velha raposa, que “acontecia” nesse momento de nuvem chuvosa e que depois de ela passar, regando as plantas e encharcando o chão, trazia outra vez o brilho do sol, refletido nas gotículas coloridas que ficaram sobre as folhas e flores do jardim.
Creio que era por isso que a velha raposa casava nesse momento: para que as gotículas coloridas enfeitassem o seu momento de amor. Momentos como esse a gente não pode escolher. Eles nos vem e nós agradecemos ao Criador em poder ter vivido tudo isso.
São os pequenos momentos que preenchem a nossa vida de alegria.

Vania Viana
Maceió
10.03.2008

O BOM VIVER


Quando pensei neste blog, pensei em algo que pudesse passar das tantas coisas que já vi, escutei e observei. O quanto tenho visto de pessoas em seus enganchados, em seus crescimentos, no desejo de acertar, mas errando e, às vezes, acertando num erro fantástico. O quanto aprendi com todas as informações que recebi de cada uma delas.
Creio ser possível mudar determinadas coisas que nos emperram e que em tudo há uma boa alternativa. Fácil? Nem sempre, mas muito mais coerente e é muito menos fácil para quem tem menos recursos para sobreviver em meio a tantos chamamentos da mídia dizendo que ser feliz é TER. Ter qualquer coisa, das mais simples às mais complexas, mas a gente sempre arruma um jeitinho de colorir a vida, quando desejamos mudar.
Não haverá aqui soluções exatas, mas possibilidades para mudanças observando experiências, em um artigo sobre alimentação, em uma reflexão com nosso ser superior, em novidades que circulam na ciência em favor de um NOVO E BOM ESTILO DE VIDA.
Um BOM VIVER, que poderá servir para um boa reflexão.